Aterro Sanitário

Timbó concretizou em 2002, uma das mais importantes obras públicas de sua história. A implantação do Aterro Sanitário do bairro Araponguinhas representou uma das maiores heranças da atual geração para o futuro da natureza. Com um único projeto o município gerou vários benefícios, além de resolver o problema do lixo doméstico: reuniu as cidades da região em consórcio para a solução conjunta de um desafio comum, promoveu a recuperação da área degradada do antigo lixão, implantou a coleta seletiva de lixo reciclável e introduziu uma nova consciência ambiental em crianças e adultos.

O respeito ao meio ambiente e a preocupação com a qualidade de vida da comunidade foram reconhecidos através de dois prêmios inéditos concedidos ao município em 2003: o Troféu Fritz Muller, da Fatma (órgão estadual de meio ambiente) e o Prêmio Expressão Ecologia Regional Sul, da Revista Expressão. Com estas distinções o projeto do Aterro Sanitário de Timbó tornou-se referência no sul do Brasil.

O município investiu aproximadamente R$ 2 milhões no projeto do Aterro Sanitário, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, Promotoria Pública e Fatma, além da participação das cidades do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale (Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Doutor Pedrinho, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros e Rodeio).

Um terreno de aproximadamente 21 hectares no bairro Araponguinhas - longe de pontos de captação de água e de áreas de preservação permanente - atendeu aos padrões técnicos definidos em estudos especializados do projeto e foi adquirido para receber os avançados sistemas de impermeabilização e drenagem do aterro.

Antes de começar a receber o lixo doméstico o solo foi preparado com a compactação de uma camada de argila de 50 centímetros e colocação de mantas de proteção: uma sintética de alta densidade e outra de geotextil (não-tecido). Este sistema protege o subsolo e os mananciais de contaminações por resíduos sólidos. Os efluentes líquidos (chorume), resultantes da biodegradação da matéria orgânica, são captados e tratados num sistema próprio, com lagoas de estabilização e zona de raízes. Finalmente os gases provenientes da decomposição de matéria orgânica são captados e queimados, evitando mau cheiro e riscos de explosões.

A expectativa de vida útil do aterro é de aproximadamente 15 anos e atualmente são depositados e tratados no local 1.113 toneladas ao mês de resíduos residenciais dos nove municípios. Cada prefeitura paga ao Samae de Timbó R$ 25,00 por tonelada de lixo depositado no aterro, valor que permite manter um sistema padrão de tratamento dos resíduos.

O projeto do Aterro Sanitário incluiu a recuperação do antigo lixão, no bairro da Mulde, que há mais de 20 anos vinha recebendo resíduos sem tratamento adequado. A área foi drenada para confinar o chorume, o lixo compactado e coberto com uma camada de um metro de argila e pontos de queima de gás foram instalados. Em conjunto com a Assessoria de Meio Ambiente o Samae definiu a cobertura vegetal do terreno com plantas rasteiras e ornamentais. A previsão é que demore 20 anos para que a matéria orgânica seja consumida pelo ambiente, permanecendo no local somente os materiais secos.