Com a aprovação do projeto, em 2003, os municípios ficaram responsáveis em assumir os serviços no término do contrato com a CASAN. Mas, sem condições técnicas de assumir tudo de imediato, deveriam iniciar uma nova estrutura, um novo modelo de gestão de saneamento no Estado. Favorável à municipalização dos serviços de abastecimento de água, o governador Luiz Henrique da Silveira tinha por meta transformar a estatal CASAN num forte núcleo tecnológico, com capacidade de prestar assistência a municípios e empresas na área de abastecimento de água e saneamento. Havia, também, a proposta de transformar a CASAN numa espécie de agência reguladora, que cobraria dos municípios e concessionárias as metas estabelecidas em leis. Como a maioria dos municípios não tinha condições de assumir técnica e administrativamente o abastecimento de suas populações, a CASAN continuaria responsável pelos serviços. Nestes casos, cobrando um preço que cobrisse os custos. A estatal deveria se tornar em uma companhia de saneamento, com braços para a pesquisa e a implantação de projetos nos municípios e bacias hidrográficas do Estado. Neste caso, quem pagaria pelos serviços seria a população dos municípios atendidos pelos sistemas de saneamento. Em 2002 recebiam água através da CASAN 94,34% da população catarinense, apenas 10,28% da população catarinense era servida com esgoto.
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